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CFP: “PATRIMÔNIOS ALIMENTARES: PROCESSOS, TERRITORIALIDADES E NOVOS MERCADOS”

VIVÊNCIA: REVISTA DE ANTROPOLOGIA

PATRIMÔNIOS ALIMENTARES – PROCESSOS, TERRITORIALIDADES E NOVOS MERCADOS

Julie A Cavignac – UFRN                                                                                                         Joana Lucas – CRIA/NOVA FCSH                                                                                           Paula Balduino de Melo – IFB

É a partir de 2003, com a criação da Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, que os sistemas alimentares e culinários, os conhecimentos, os processos de produção e as técnicas associados à alimentação são objeto de ações e de políticas de preservação. Se há relativamente poucas preparações alimentares e cozinhas regionais classificadas pelos órgãos competentes a nível internacional, há muitos pratos considerados como patrimônios pelos seus detentores, em particular entre os Povos e Comunidades Tradicionais, nos espaços rurais onde as comidas festivas ou regionais se tornam emblemas culturais (por exemplo as comidas de milho, sinônimos de São João no Nordeste ou as sardinhas assadas, em Lisboa). Porém, as ações de patrimonialização nem sempre contextualizam  as situações econômicas e sociais difíceis que correspondem ao consumo dos alimentos e muitas vezes falta uma análise dos contextos sociais e históricos em que foram criados e consumidos. Por outro lado, a urbanização das sociedades contemporâneas, a main-mise da agroindústria na comercialização de alimentos, as crises, os perigos e os escândalos sanitários e ecológicos têm como resposta a mobilização de consumidores conscientes que militam para uma alimentação sustentável, saudável e a preço justo; preocupação geralmente associada a um apelo saudosista para comidas “autênticas” produzidas num território agrícola  cada vez  mais afastado dos consumidores e que é idealizado. Concomitantemente, agricultores se organizam em coletivos e cooperativas para evitar intermediários e criar circuitos comerciais curtos. Criou-se assim um mercado para uma alimentação mais “natural”, com a venda direta de produtos agroecológicos que são também alimentos-patrimônios. Constata-se então uma certa banalização da ideia de patrimônio alimentar, com a mercantilização dos produtos de terroir, em particular nas zonas turísticas, provocando uma gourmetização desses alimentos e uma recuperação dos marcadores da cultura alimentar “tradicional” ou “popular” pelas elites locais (cf. POULAIN, Jean-Pierre. Sociologias da alimentação, 2002).

Queremos avaliar memórias, conhecimentos, práticas, processos e discutir, de forma comparativa e crítica, os embates e as consequências da patrimonialização dos sistemas alimentares e das criações culinárias, em particular as das populações vulneráveis e das classes trabalhadoras. Aproveitaremos esta oportunidade para abrir o debate sobre o aprimoramento de produtos locais ou “típicos” que muitas vezes se referem a uma realidade do passado da qual as gerações anteriores tiveram que se distanciar: em um mundo cada vez mais urbanizado e onde os sistemas de produção tradicionais são ameaçados por poderosas indústrias de alimentos, quem ganha com a patrimonialização? Quais são os embates das políticas culturais e das ações de patrimonialização de preparações culinárias? Finalmente, discutiremos os processos culinários fora das agências oficiais e associados a estratégias de sobrevivência; questionaremos, no final, se o patrimônio contribui para produzir e reforçar desigualdades.

Assim, gostaríamos de receber contribuições de caráter antropológico, ensaios etnográficos que analisem patrimônios alimentares; territorialidades locais, interações socioecológicas e sistemas alimentares; dinâmicas de transformação das culturas alimentares e processos culinários; novos mercados e circuitos de comercialização de alimentos-patrimônios; a alimentação como marcador de diferenças sociais e culturais, dentre outras temáticas relacionadas.

As/os autores/as devem submeter seus textos, seguindo normas do periódico, por meio do portal https://periodicos.ufrn.br/vivencia/index até o dia 15 de novembro de 2020. O número está previsto para o primeiro semestre de 2021. A revista Vivência  publica textos em português, francês, espanhol e inglês.

Para mais informações, enviar mensagem para o e-mail: vivenciareant@yahoo.com.br indicando como assunto da mensagem o tema do dossiê: “Patrimônios alimentares- processos, territorialidades e novos mercados”. É indispensável que as/os autores que observem as normas da Vivência [em: https://periodicos.ufrn.br/vivencia/about/submissions] antes de submeterem as suas propostas.

CFP: Architectures en série & patrimoine

Ecole nationale supérieure d’architecture

et du paysage de Lille

LACTH

Conception/Territoire/Histoire/Matérialité

Appel à contributions

 Cahiers Thématiques n° 20

« Architectures en série & patrimoine »

Le laboratoire de recherche de l’Ecole nationale supérieure d’architecture et de paysage de Lille (LACTH / Laboratoire Conception – Territoire – Histoire – Matérialité) publie annuellement les Cahiers thématiques. Le vingtième numéro, coordonné par le domaine « Histoire » dont la parution est prévue en 2021, sera consacré à la question des architectures en série et du patrimoine.

Les mutations matérielles et techniques de la production de l’architecture depuis la Révolution industrielle imposent de nous réinterroger sur notre relation aux formes bâties. La construction en nombre sur un territoire donné ou dans un temps limité incite à la reproductibilité, modifiant le statut des édifices. De l’objet unique à la production en série, comment déterminer aujourd’hui les architectures à considérer comme représentatives de notre société ?

Cet appel s’inscrit dans la continuité des actions pédagogiques et scientifiques menées depuis 2017 à l’ENSAPL dans le cadre du programme interministériel de recherche et d’expérimentation en architecture, « Architecture du XXe siècle, matière à projet pour la ville durable du XXIe siècle », portant sur un corpus de 85 opérations de logements construites dans les Hauts-de-France et issues des campagnes Modèles Innovation[1].

La fin du monument unique

Depuis une cinquantaine d’années, le rapport de notre société aux objets du passé a évolué. La notion de patrimoine s’est élargie, s’ouvrant à de nouveaux programmes, industriels notamment, à des périodes chronologiques plus récentes comme le XXe siècle, s’étendant aux objets ordinaires et dépassant le matériel pour se tourner vers l’immatériel. Aujourd’hui, le patrimoine, c’est finalement « tous les biens, tous les trésors du passé[2] ».

Cette extension de la notion de patrimoine s’est opérée en parallèle de l’accélération des phénomènes de densification des villes et de renouvellement du tissu urbain et paysager, multipliant les opérations de destruction/reconstruction. Dès lors que l’on est passé du « temps du monument » au « temps du patrimoine »[3], la rareté qui pouvait résulter de la valeur d’ancienneté préconisée par Aloïs Riegl[4] n’est plus opérante pour la sélection. Passant de l’exceptionnel et de l’unique à l’ordinaire et à la quantité, à l’ensemble et à la série, la constitution du « fonds destiné à la jouissance d’une communauté élargie[5] » nécessite d’être examinée à l’aune de nouveaux critères de sélection.

L’architecture en série, entendue dans un sens large comme un « ensemble composé d’éléments de même nature ou ayant entre eux une unité[6] », impose ainsi de nouvelles interrogations quant à sa reconnaissance, sa conservation et sa protection. Elle implique la présence de caractéristiques communes mais de possibles variations, adaptations et évolutions au fil des années. Au-delà des objets mobiles ou démontables, l’implantation dans un contexte donné constitue l’un des éléments de différenciation premier d’une construction, mais les déclinaisons peuvent s’opérer de multiples manières, en fonction des données économiques ou programmatiques notamment. On pourra interpréter le terme de série comme une suite conçue comme telle dès son origine, ou comme un ensemble rassemblé a posteriori, par son unité territoriale, programmatique, technique ou formelle.

Mettre en œuvre une production de masse

L’architecture en série permet de répondre à des objectifs de rapidité et de rentabilité, dont les pouvoirs publics comme les compagnies privées se saisissent pour faire face à un besoin d’envergure. Avec la Révolution industrielle et le développement des voies de communications, la construction de canaux et de voies ferrées nécessite la multiplication d’équipements, tels que les gares, les postes d’aiguillages, ou encore les maisons éclusières. La construction des infrastructures techniques (comme celui des télécommunications et son réseau de télégraphes, tours hertziennes, centraux téléphoniques…), des équipements industriels liés à la production d’énergie (comme les barrages hydrauliques, installations électriques ou nucléaires) s’inscrivent dans cette même dynamique de maillage territorial, tout comme celle répondant aux exigences défensives (notamment les lignes de fortifications, citadelles ou bunkers). Se confrontant à la grande échelle, ces interventions contribuent à façonner les paysages de nos territoires. Dans les vallées où des centrales hydroélectriques se sont implantées, des villages entiers créés pour loger les salariés ont par exemple dessinés des paysages vernaculaires indissociables des équipements industriels.

Avec l’avènement de la société de consommation et les nouveaux besoins de construction de masse, le recours à la série se développe dans les administrations publiques françaises. Au tournant des années 1960, le ministère de l’Education nationale met par exemple en place les systèmes de commandes groupées et de concours conception-construction, afin de proposer des modèles adaptables à tout site. Dans le cadre de la production de logements, aux projets-types instaurés par le ministre Pierre Courant en 1953 à partir desquels sont construits plus d’un million de logements économiques et familiaux (logécos), laisse place la politique des modèles établie par les premières circulaires de 1968. Dans le même objectif d’une production quantitative de logements, la méthode est poursuivie en 1971 avec le Plan construction, à travers les dispositifs des Réalisations expérimentales (REX), des programmes architecture nouvelle (PAN) et des Modèles innovation. Mais, le recours à la série est aussi le fait d’initiatives privées, avec l’action des sociétés et coopératives immobilières ou le développement de l’habitat patronal sous le modèle notamment des cités-jardins. Les compagnies minières sont particulièrement investies avec l’obligation à partir de 1946 de loger gratuitement leurs employés, tandis que l’après-guerre voit aussi l’amplification du mouvement du castorat, système d’autoconstruction groupée pour faire face à la crise du logement.

Les conditions d’une production industrialisée

L’architecture en série est intimement liée aux conditions de sa production, et, en particulier, aux possibilités matérielles de l’industrialisation. L’utilisation de divers procédés, systèmes, composants, dans une industrialisation ouverte ou fermée, permet de construire vite, beaucoup et bon marché. Favorisée dans la France de l’après Seconde guerre mondiale, « l’aventure du béton assemblé[7] » se développe au-delà de nos frontières dans plus de 70 pays, avec des systèmes adaptés localement[8]. La production en série interroge ainsi les entreprises du bâtiment qui participent du mouvement de préfabrication du béton, mais aussi celles concernées par la construction métallique comme le Groupement d’Etude et d’Entreprises Parisiennes (GEEP) ou la compagnie industrielle de matériel de transport (CIMT), et les industriels des groupes chimiques ou pétroliers pour la réalisation de coques et de bulles lors de l’essor des matériaux plastiques. Elle interroge le rôle de grandes figures qui sont liées à ces questions, à l’image de Jean Prouvé et de son travail sur l’industrialisation de la construction métallique.

Les processus d’industrialisation posent la question de l’échelle de la construction, des éléments de mobilier urbain du Paris haussmannien aux baraquements militaires ou de sinistrés, jusqu’à des programmes de plus grande envergure comme les équipements culturels ou de loisirs. Ils interrogent  la sphère publique, que l’on pense durant les Trente glorieuses, aux programmes sportifs telle que l’opération des Mille piscines, à la commande religieuse avec les églises nomades, ou au produit commercial avec les boites de nuit Macumba[9]. Des programmes comme celui de la maison portative ou mobile ont retenu l’attention des entrepreneurs privés et concepteurs au fil des décennies : des expériences coloniales du XIXe siècle avec la Manning portable colonial Cottage, aux maisons roulantes des années 1920 ou des mobil homes de l’après-guerre, jusqu’aux recherches théoriques de Peter et Alison Smithson (house of the Future, 1956), d’Archigram (Drive-in Housing, 1964) ou d’Archizoom (Autoarchizoom, 1973).

Au-delà des conditions de sa production, l’architecture en série questionne aussi les moyens matériels de sa conception comme les logiques de la commande. L’administration des PTT incite par exemple dès 1901 ses architectes à employer un plan-type pour l’implantation de bureaux de poste. Cette méthode de diffusion des modèles interroge les conditions de leur imitation, déclinaison et variantes, les séries réussies, mais aussi des outils de définition du standard et du type à reproduire. Dans la chaîne de production, elle renvoie à la conception du prototype, mais aussi à la protection du modèle par les systèmes de brevet.

Patrimoine(s)

Le label Architecture contemporaine remarquable, qui succède au label Patrimoine du XXe siècle et qui reconnaît la valeur patrimoniale des architectures de moins de cent ans, impose de s’interroger sur les conditions de reconnaissance des objets en série. Alors que les piscines Tournesol produites à plus de 180 exemplaires en France, ont par exemple obtenu ce label dans cinq départements différents, seule la région Bourgogne a labellisé cinq Mille-clubs de jeunes parmi les 2 500 réalisés sur le territoire français, représentant les différents modèles produits[10]. A l’exemple des politiques de ce label, on pourra s’interroger sur les critères de sélection de la patrimonialisation des objets en série. Est-ce l’ensemble de la série qui fait patrimoine, ou les objets individuels selon leurs conditions particulières de construction ? N’est-ce pas l’effet de répétition qu’il faut patrimonialiser plus que les objets répétés ? Faut-il invoquer la singularité de certains objets ou leur représentativité ? Plus largement, quels sont les critères retenus ? On pourra ainsi travailler sur les actions patrimoniales menées par les institutions, organismes ou associations, dans leur action de connaissance, de valorisation et de conservation de ces objets. On pourra interroger le travail de protection mené par ensemble, mais aussi plus généralement les différentes méthodes mises en œuvre par les instances locales, nationales ou internationales.

Au-delà des différents critères convoqués par les instances patrimoniales, on pourra aussi interroger la valeur d’usage de ces objets en série et leur capacité à être adaptés au fil du temps par les maîtres d’œuvres et maîtres d’ouvrages. Il sera également possible de sortir du « discours autorisé sur le patrimoine[11] » construit par les pouvoirs publics, et de s’interroger sur les formes populaires de ce processus. Comment les différentes actions et regards portés sur l’architecture en série construisent une identité collective ? On pourra notamment s’attacher aux formes artistiques, à la manière des photographes Bernd et Hilla Becher qui ont consacré l’esthétique de l’architecture industrielle, ou d’Éric Tabuchi qui reconstitue les séries d’une architecture ordinaire française[12]. Il pourra ainsi être question de comprendre ce que l’image produit, mais aussi le rapport à la banalité de cette architecture en série et l’attachement qu’il génère, à l’image de Benoit Poelvoorde pour qui, les arrêts de bus en béton qui égrènent les campagnes belges  « devraient être protégés exactement comme les lieux de culte[13] ».

Attendus

Les contributions doivent être inédites et ne pas être en cours de soumission à d’autres publications. En termes de contenu, elles doivent apporter une contribution substantielle et des nouvelles connaissances au débat scientifique sur la patrimonialisation des architectures en série, des XIXe et XXe siècles en France et à l’étranger, et sur l’héritage qu’elles représentent. Elles seront soumises à la double expertise anonyme du comité de lecture.

Direction scientifique de ce numéro

Caroline Bauer, architecte dplg, docteure en histoire, maître de conférences associée à l’ENSAPL, chercheuse au LACTH.

Richard Klein, architecte dplg, docteur en histoire HdR, Professeur à l’ENSAPL, chercheur au LACTH.

Comité scientifique des Cahiers thématiques

Pascal Amphoux, professeur à l’ensa de Nantes ;

Valter Balducci, professeur à l’ensa de Normandie ;

Jean-Marc Besse, professeur à l’ensp de Versailles ;

Rika Devos, chargée de cours à l’Ecole Polytechnique de l’Université Libre de Bruxelles ;

Franz Graf, professeur associé à l’École polytechnique fédérale de Lausanne ;

Daniel Le Couédic, professeur à l’Université de Bretagne occidentale (Brest) ;

Philippe Louguet, professeur émérite des ensa ;

Frédéric Pousin, professeur à l’ensa Paris-Belleville ;

Sylvie Salles, maître de conférences à l’ensa Paris Val-de-Seine ;

Danièle Voldman, directrice de recherche CNRS et professeur émérite de l’Université Paris 1.

Comité de lecture

Philippe Grandvoinnet, directeur des études et de la vie étudiante à l’ensa Grenoble

Eric Monin, professeur à l’ensap Lille

Céline Barrère, maître de conférences à l’ensap Lille

Xavier Dousson, maître de conférences à l’ensa Paris Val-de-Seine

Pierre Lebrun, architecte, docteur en histoire de l’art

Calendrier

Juillet 2020 : Lancement de l’appel à contributions

15 octobre 2020 : Réception des résumés

30 novembre 2020 : Avis du comité de lecture sur les propositions

31 janvier 2021 : Réception des articles

Septembre 2021 : Parution des Cahiers thématiques n°20

Modalités de contribution

Une proposition résumée de 1500 à 2000 signes sera transmise au secrétariat du LACTH pour le 15 octobre 2020 afin d’être soumise au comité de lecture.

Les contributions définitives doivent parvenir avant le 31 janvier 2021 dernier délai, à l’Ecole nationale supérieure d’architecture et de paysage de Lille par courrier électronique. Les textes, qui comporteront entre 15 000 et 20 000 signes maximum (espaces compris et notes non comprises), seront accompagnés d’un résumé de 1000 signes maximum ainsi que d’une présentation de l’auteur (3 lignes maximum). Les textes qui dépasseraient ce format seront retournés aux auteurs.

Les notes figureront en fin de texte et seront tapées en linéaire. Elles ne doivent pas excéder 25% de la totalité des signes du texte. Vous trouverez à la fin de ce document le modèle de mise en page des notes (pas de notes automatiques en bas de page ou en fin de document et pas d’appels de note automatiques).

Les illustrations (4 illustrations noir et blanc maximum), fournies sur support traditionnel ou numérique (300 Dpi minimum en format TIF), devront être libres de droits. Ces illustrations seront légendées et l’auteur mentionnera l’ordre et la localisation vis-à-vis du texte. Si ces illustrations sont extraites de revues, d’ouvrages ou proviennent de sources d’archives privées ou publiques, les auteurs joindront les autorisations écrites des détenteurs de droits (photographes, éditeurs, centre d’archives…) et devront nous confirmer qu’elles sont bien libres de droit.

Les auteurs, en répondant à cet appel à contribution, autorisent l’École d’architecture de Lille à publier leur contribution dans le cadre des Cahiers thématiques N°20. Ces contributions ne sont pas rétribuées. Les textes seront publiés en français ou en anglais, dans la langue choisie par l’auteur (seuls les résumés des articles seront traduits).

Contacts

Isabelle Charlet, secrétariat général du LACTH — mail : lacth@lille.archi.fr

Caroline Bauer Richard Klein, direction et coordination Cahiers thématiques n°20

[1] Notre programme de recherches intitulé « Repenser l’innovation. Connaître et gérer le legs du logement social, expérimental et innovant de la décennie 1968-1978 », est mené conjointement par le LACTH de l’ENSAP Lille l’INAMA de l’ENSA Marseille.

[2] Jean-Pierre Babelon et André Chastel, La notion de patrimoine, Paris, Liana Levi, 1994.

[3] Daniel Fabre (dir.), Les émotions patrimoniales, Paris, Éditions de la Maison des sciences de l’homme, coll. « Ethnologie de la France », cahier n° 27, 2013.

[4] Aloïs Riegl, Le culte moderne des monuments, son essence et sa genèse, Paris, Seuil, 2013 (1ère édition en langue allemande en 1903).

[5] Selon la définition que propose Françoise Choay du patrimoine historique dans Françoise Choay, L’allégorie du patrimoine, Paris, Édition du Seuil, 1992, p. 9.

[6] Trésor de la Langue Française informatisé, consultable en ligne http://atilf.atilf.fr/

[7] Yvan Delemontey, Reconstruire la France, l'aventure du béton assemblé, 1940-1955, Paris, Éditions de La Villette, 2015.

[8] Pedro Ignacio Alonso et Hugo Palmarola (commissaires), Flying Panels, How Concrete Panels Changed the World, exposition, ArkDes, 18 octobre 2019-1er mars 2020, Stockholm.

[9] Richard Klein et Gérard Monnier (dir.), Les années ZUP, architectures de la croissance, 1960-1973, Paris, Picard, 2002.

[10] « Liste des édifices ou ensembles labellisés “Patrimoine du XXe siècle” entre 2000 et 2015 », Ministère de la culture et de la communication – DGP, juillet 2016.

[11] Traduction libre de « Authorised Heritage Discourse » dans Laurajane Smith, Uses of Heritage, Londres, Routledge, 2006.

[12] Voir en particulier le projet d’Atlas des Régions naturelles mené depuis 2017, https://atlasrn.fr/.

[13] « La pire interview, Benoit Poelvoorde », Konbini, 2018.

CFP: ICOT 2020 – Special Session – Tourism and Intangible Heritage: challenges and new perspectives

Call for communications for the ICOT2020 congress that will take place online on September 17-18 2020.

The general topic of the conference is “Tourism in uncertain times: issues and challenges” in which they organize a special session on Tourism and intangible heritage: challenges and new perspectives.

This special session’s topic is part of the Spanish-funded project “Patrimonio inmaterial y politicas culturales: desafios sociales, politicos y museologicos” (ref. PGC2018-096190-B-I00).

Abstracts of no more than 350 words can be sent in English until August 20th to both:

CFP: Concours « Repenser les musées pour lutter contre le changement climatique » (inscriptions : 31/07/2020 ; soumission des projets : 15/09/2020)

Le concours Reimagining Museums for Climate Action, soutenu par la Fondation des Sciences du Patrimoine, s’adresse aux designers, créateurs, architectes, artistes, poètes, philosophes, universitaires, professionnels de musées ou, plus largement, au public, dans le but de radicalement (re)penser et de (re)définir les musées en tant qu’institutions, afin de déterminer leurs capacités de contribution à un avenir plus équitable et durable dans le domaine de la lutte contre le changement climatique.

Conçu et développé par l’UK Arts and Humanities Research Council (AHRC) Heritage Priority Area, dirigée par le professeur Rodney Harrison (UCL Institute of Archaeology (IoA)), en collaboration avec Colin Sterling (IoA), Henry McGhie (Curating Tomorrow), et Emma Woodham (GSC), le concours a été lancée le 18 mai 2020 à l’occasion de la Journée internationale des musées.

Il vise à élaborer les différentes manières par lesquelles les musées peuvent aider et encourager la société à réduire son émission de carbone, à s’adapter aux effets du changement climatique ou encore à contribuer à la sauvegarde des écosystèmes.

 

CFP: Industrial heritage reloaded. New territories, changing culturescapes

Industrial heritage reloaded. New territories, changing culturescapes

TICCIH Montreal 2021

International conference | August 29th – September 4th 2021

More than ever, the legacy of industry is at the forefront of current events, across the planet and even beyond. Deindustrialisation, but also the refinement of scientific knowledge and techniques of production are redefining our relationship with the environment and with our history. This legacy is no longer solely made up of obsolete machinery and of “castles of industry”: it is the legacy of territories, of knowledge, of social groups, of space stations as much as nuclear facilities and workers’ houses, as well as steel complexes, all of which challenge our views and practices. In the face of profound changes in industry and in its social status—both political and economic—industrial heritage raises issues and offers possibilities that go beyond, from this point on, simple conservation. The transmission of knowledge, the inclusion of people and a renewed humanist perspective on sustainable development are among the possibilities of industrial heritage that are now imperative to call into question.

Details and info:

https://patrimoine.uqam.ca/evenements/ticcih2021/

CFP: Patrimoines culturels africains : les performances politiques des objets | Politique africaine

Appel à contributions pour un numéro de la revue Politique africaine
Coordination : Marian Nur Goni et Alexandre Girard-Muscagorry

Date limite: 1er novembre 2020

CFP: Edited book “Landscape as heritage: critical perspectives” (Routledge) – Editor: Giacomo Pettenati, University of Turin (Italy)

Call for contributions – Edited book “Landscape as heritage: critical perspectives” (Routledge)

Editor: Giacomo Pettenati, University of Turin (Italy)

I warmly invite to propose contributions (chapters) to be included in the edited book “Landscape as heritage: critical perspectives”, that is intended to be published by Routledge, following a successful peer review process.

Proposals’ abstracts (max 300 words) should be sent by July 31st at: giacomo.pettenati@unito.it

Full chapters (about 6000 words) should be sent by November 30th.

In order to guarantee the geographical diversity of the book contents, proposals and case studies from non-European countries are especially welcome.

Book description

Academic debate has widely engaged with the process of heritage-making concerning landscapes (Lowenthal, 1993; Palang and Fry, 2003; Scazzosi, 2004; Olwig, 2007; Whelan, 2007; Harvey, 2015; Harvey and Waterton, 2015). However, there is a lack of theoretical reflections and empirical research dealing critically with the relationships between these two intertwined concepts, notably about the political and relational dimensions of the process through which landscapes are valued as heritage.

The heritagisation – or patrimonialisation – of landscape (i.e. the identification of a landscape as heritage by individuals, groups or institutions) is a complex process, deeply linked to some of the features that define the concept of landscape itself, such as: the insiders/outsiders perspective (Cosgrove, 1984; Minca, 2007); the selective and potentially exclusive nature of every landscape (and heritage) representation (Duncan and Duncan, 2001); the inherently changing nature of landscapes; the complex governance of protected landscapes (Phillips, 2005; Mitchell et al., 2009); and the tension between the material and immaterial nature of landscapes (Cosgrove, 1984; Farinelli, 1992).

This book aims to fill a gap in research, providing up-to-date critical reflections on the complex topic of landscape as heritage and positioning itself at the fertile intersection between landscape studies and (critical) heritage studies. In order to provide a thorough and diverse perspective on the topic, the volume welcomes contributions from various disciplines (e.g. Geography, Heritage Conservation, Spatial and Landscape Planning, Anthropology); as well as from policymakers, and practitioners.

Authors are invited to submit both contributions that engage with the topic on a more theoretical level and chapters based on case-study research.

Pivoting on a multi-disciplinary analytical angle and providing a wide overview on the topic through the heterogeneity of case studies proposed, the book will not only address scholars and students interested in landscapes as heritage, but it will also constitute a useful instrument for policymakers and practitioners

The selected contributions will be organized into two sections:

 

Section A: IDENTIFYING landscape as heritage. The chapters included in this section will discuss the processes of landscapes patrimonialisation, with a privileged focus on contested landscapes; on the power relationships that support the identification of landscape as heritage; on the heritage potential of ordinary landscapes; on the troubled implementation of an inclusive and multivocal approach to landscapes’ identification, representation and safeguard. It will also include critical reflections on the existing programs of safeguard and valorization of landscape as heritage (e.g. the Unesco World Heritage List).

 

Section B: MANAGING landscape as heritage. The chapters included in this section will focus on the governance of heritage landscapes, providing operational approaches and case studies. The empirical works collected in the section will  pivot on a crucial question in landscape research: how and to what extent landscape can be managed as heritage, given its inherent process of continuous tranformation?

 

Essential References

Cosgrove D. (1984), Social formation and symbolic landscape, Totowa, Barnes and Noble.

Duncan, J. S., & Duncan, N. G. (2001). The aestheticization of the politics of landscape preservation. Annals of the association of American geographers, 91(2), 387-409.

Farinelli F. (1992), I segni del mondo. Immagine cartografica e discorso geografico in età moderna, Firenze, La Nuova Italia.

Harvey D. (2015), “Landscape and heritage: trajectories and consequences”, Landscape Research, 40:8, 911-924

Harvey, D. C., & Waterton, E. (2015). “Landscapes of heritage and heritage landscapes” Landscape Research, 40:8, 905-910.

Lowenthal, D. (1993). Landscape as heritage. In Fladmark J., Heritage: conservation, interpretation and enterprise”, London, Routledge, 3-16.

Minca, C. (2007). The tourist landscape paradox. Social & Cultural Geography, 8(3), 433-453.

Mitchell N., Rössler M. and Tricaud P.M. (2009), “World Heritage Cultural Landscapes. A Handbook

for Conservation and Management”, World Heritage Papers n. 26, Paris, Unesco.

Olwig, K. R., & Mitchell, D. (2007). Justice, power and the political landscape: from American space to the European Landscape Convention: introduction to a special issue. Landscape Research, 32(5), 525-531.

Palang, H., & Fry, G. (Eds.). (2003). Landscape interfaces: Cultural heritage in changing landscapes Berlin, Springer.

Phillips A. (2005), “Landscape as a meeting ground: Category V Protected Landscapes/Seascapes

and World Heritage Cultural Landscapes”, in Brown J, Mitchell N. and Beresford M., (Eds.), The Protected Landscape Approach. Linking Nature, Culture and Community, Gland, IUCN, pp. 19‐36.

Scazzosi L. (2004), “Reading and Assessing the Landscape as Cultural and Historical Heritage”Landscape Research, Vol. 29, No. 4, 335–355

Smith L. (2006), Uses of Heritage, London, Routledge

Whelan, Y. (Ed.) (2016). Heritage, memory and the politics of identity: New perspectives on the cultural landscape. London, Routledge.

 Key deadlines

Abstracts submission (max 300 words): July 31st 2020

Communication of accepted proposals: August 10th 2020

Full-texts submission (about 6000 words): November 30th 2020

For any further information, please contact the book editor at giacomo.pettenati@unito.it

CFP: Culture et Musées, Patrimonialisations de la littérature

Patrimonialisations de la littérature

Culture & Musées

 

Appel à proposition d’articles pour un numéro thématique de Culture & Musées

Patrimonialisations de la littérature

Sous la direction de Marcela Scibiorska (Université de Louvain-la-Neuve),

Mathilde Labbé (Université de Nantes)

& David Martens (Université de Louvain)

 

La cristallisation de la littérature dans la mémoire collective et sa circulation dans l’espace public reposent essentiellement sur de grands noms, de grandes œuvres et forgent une mythologie qui fait l’objet d’une médiation spécifique. C’est ce qui fait de la littérature un patrimoine partagé. Mais comment ce patrimoine se construit-t-il et se diffuse-t-il ?

Pendant longtemps, les études littéraires se sont centrées sur l’analyse des œuvres, et des œuvres les plus canoniques en particulier. Même les études de réception se consacraient  le plus souvent à la façon dont les écrivains étaient reçus par leurs pairs. Ce n’est que plus récemment que la manière dont les œuvres et leurs auteurs accédaient à la reconnaissance a été interrogée, à travers les notions de légitimation, de sacralisation ou de canonisation. Depuis une dizaine d’années, ces phénomènes et procédés ont été envisagés comme processus de patrimonialisation, qu’il s’agisse de rendre compte de la présence de l’œuvre hors du livre (Depoux), son adaptation, sa diffusion via des collections de monographies illustrées (Labbé, Martens, Scibiorska), sa mise en scène au sein de maisons d’écrivains (Régnier), ou l’entrée de l’auteur dans les programmes scolaires et dans la statuaire publique (Labbé).

La notion de patrimoine, d’abord en usage dans les domaines architectural, naturel et technique, est aujourd’hui régulièrement utilisée dans le domaine des arts et en particulier en littérature, ce qui invite à interroger les dynamiques de patrimonialisation propres à ce champ et à poser la question des instances qui déterminent ce phénomène. En effet, ces dernières semblent à la fois plus nombreuses et moins centrales que les institutions susceptibles de patrimonialiser des ressources naturelles ou des bâtiments situés dans l’espace public, par exemple. Comment la « raison patrimoniale » (Poulot, 2006) se traduit-elle dans le champ littéraire ? Entre consécration et popularisation, la patrimonialisation de la littérature s’effectue par le biais d’un vaste ensemble de discours et d’images, mais aussi à travers la thésaurisation et la sélection explicites qu’opèrent ces institutions diverses à l’attention des générations futures, même lorsqu’elles présentent leurs choix comme un simple enregistrement de ce qui résiste à l’épreuve du temps.

Alors que les politiques patrimoniales engagées au XIXe siècle et relancées sous l’impulsion d’André Malraux dans les années 1950 ont été suivies d’une diffusion massive, voire d’une banalisation de la notion de patrimoine elle-même, les études concernant la patrimonialisation n’ont véritablement pris leur essor que dans les années 1990, peu après la théorisation de la post-modernité, qui avait mis en évidence le rôle des œuvres du passé dans la création contemporaine. À partir des travaux de Dominique Poulot en histoire de l’art, de ceux de Jean Davallon en sciences de l’information et de la communication, ou de ceux de Nathalie Heinich en sociologie, par exemple, la notion de patrimonialisation a ainsi été explorée pour des objets sensiblement distincts de la littérature, repérés notamment en raison de leur matérialité marquée et des questions du lien entre patrimonialisation et politiques de conservation. L’histoire de l’art se penche, quant à elle, sur l’évolution de la notion d’« objets de mémoire » (Debary et Turgeon) en fonction, notamment, de l’idée d’une qualité esthétique et d’une réception contextuelle, tout en situant dans l’histoire la naissance d’une distinction entre patrimoine matériel et immatériel (Poulot).

Ce dossier s’emploiera à répondre à ces questions en s’intéressant aux mécanismes qui font de la littérature et des écrivains des êtres patrimoniaux, ainsi qu’aux modes de diffusion des œuvres et des figures littéraires à travers différentes sphères médiatiques. Trois axes de recherche, non exclusifs les uns des autres, sont envisageables :

Axe 1 – Discours et images

Au-delà de la littérature elle-même, quels types de discours sont mobilisés dans le but de patrimonialiser l’œuvre littéraire ? Comment la figure de l’écrivain et de son œuvre s’y trouvent-elles mises en scène ? Quelle place et quelles fonctions y sont-elles données aux images et quels sont les types d’images privilégiés ? Au-delà des seules images, quels sont les modes de patrimonialisation de la littérature qui œuvrent à travers une spatialisation, dans l’espace public (à travers les monuments, par exemple) comme au sein de lieux de mémoire tels que les maisons d’écrivains ou encore à l’occasion d’expositions ? Quels sont les principaux modèles de ces discours et quelle est leur généalogie ? Comment les valeurs symboliques associées à la littérature circulent-elles à travers ces dispositifs ?

Axe 2 – Médias

Si la patrimonialisation de la littérature apparaît traditionnellement liée au domaine du livre, et plus particulièrement à la pratique anthologique, que celle-ci s’exerce dans le domaine scolaire ou en dehors, elle est corollairement le fruit d’autres types de discours et se déploie au sein d’autres médiums, bien au-delà de l’espace proprement « littéraire ». Qu’il s’agisse de publications dans des collections à visée canonique, d’expositions consacrées à la littérature, de lieux de mémoire littéraire (monuments commémoratifs concernant les écrivains…), d’émissions de radio ou de télévision ou encore de biopics ou de fictions cinématographiques relatifs à des écrivains, le façonnement et la médiation du patrimoine littéraire s’opère à travers différents types de dispositifs et s’incarne à la faveur de scénographies hétérogènes. Comment ces différents médiums mobilisent-ils les outils qui leurs sont propres dans l’objectif de patrimonialisation de la littérature ?

Axe 3 – Institutions et réseaux

Les processus de patrimonialisation dont la littérature et les écrivains sont les objets émanent nécessairement d’institutions et d’acteurs liés par des interactions régulées et relativement normées. Quels sont dès lors les espaces, institutions et réseaux servant cette patrimonialisation de la littérature et qui en tirent parti en retour ? Quels sont les acteurs et les lieux déterminants de ces entreprises et quelles relations entretiennent-ils avec ceux du champ littéraire ? Quelles sont leurs interactions ? Dans quelle mesure les systèmes de valeurs de ces champs extra-littéraires affectent-ils l’image de la littérature et des écrivains qu’ils génèrent et diffusent ? Dans quelle mesure et selon quelles modalités les écrivains et la littérature sont-ils transformés, voire instrumentalisés lorsqu’ils sont investis au sein de champs extra-littéraires (musée, politique, publicité…) ?

L’étude des modes de patrimonialisation de la littérature mène, comme on le voit, à une extension du domaine traditionnellement dévolu aux études littéraires en mettant en lumière la constitution d’un savoir sur l’histoire littéraire et culturelle couplé à l’établissement d’une affectivité induite par le rapport ainsi institué avec un passé rendu présent, disponible, et valorisé. Du côté des disciplines qui ont développé des travaux d’envergure sur le patrimoine et sa constitution, la confrontation avec les objets proposés par la patrimonialisation de la littérature et des écrivains conduit, en raison des nécessaires ajustements conceptuels que suppose le recours à une notion élaborée pour éclairer d’autres phénomènes, à une remise en perspective de la notion elle-même et des approches auxquelles elle a jusqu’à présent donné lieu.

Ce dossier de Culture & Musées aura pour finalité de présenter ces nouvelles tendances, convergentes dans des champs disciplinaires distincts, en cartographiant leurs lignes de force et en examinant les enjeux épistémologiques qu’elles soulèvent, en ce qu’elles engagent l’adoption d’approches interdisciplinaires et de points de vue résolument croisés. Pour favoriser un tel questionnement, le dossier réunira des chercheurs venus d’horizons disciplinaires distincts en les invitant à confronter leurs perspectives et leurs objets aux approches développées non seulement au sein des sciences de l’information et de la communication et des études littéraires, mais aussi dans le cadre des études culturelles, de l’analyse du discours, de la sociologie, ainsi que de la muséologie.

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Bibliographie indicative

Bénichou Paul, Le Sacre de l’Écrivain, 1750-1780. Essai sur l’avènement. d’un pouvoir spirituel laïque dans la France moderne. Paris, Joseph Corti,1973

Bisenius-Penin Carole (dir.), Les résidences d’écrivains et d’artistes : des dispositifs de création et de médiationCulture & Musées, n° 31, 2018, https://journals.openedition.org/culturemusees/1512

Boucharenc Myriam, Laurence Guellec & David Martens (dir.), Interférences littéraires/Literaire interferenties, n° 18, « Circulations publicitaires de la littérature », mai 2016, http://interferenceslitteraires.be/index.php/illi/issue/view/3.

Bourdieu Pierre. Les règles de l’art. Genèse et structure du champ littéraire. Le Seuil, 2016.

Davallon Jean, Le Don du patrimoine : Une approche communicationnelle de la patrimonialisation, Paris, Hermès Science-Lavoisier, 2006.

Debary Octave et turgeon Laurier (dir.), Objets et Mémoires, Paris et Québec, Éditions de la Maison des Sciences de l’Homme et Presses de l’Université Laval, 2007.

Delassus Justine, Visiter les œuvres littéraires au-delà des mots : des maisons d’écrivains aux parcs à thème, l’impossible pari de rendre la littérature visible, thèse en histoire culturelle, s. dir. Jean-Yves Mollier, Université Paris-Saclay, 2016.

Depoux Anneliese, Le patrimoine littéraire hors le livre, thèse en sciences de l’information et de la communication, s. dir. Marc Escola & Yves Jeanneret, CELSA – Université Paris-Sorbonne, 2013.

Dubois Jacques, L’Institution de la littératureBruxelles, Labor, 1978.   

Fabre Daniel (dir.), Émotions patrimoniales, textes réunis par Annick Arnaud, Paris, Éditions de la Maison des sciences de l’homme, 2013.

Folin Marco & Preti Monica (dir.), Maisons-musées. La patrimonialisation des demeures des illustresCulture & Musées, n  34, 2019

https://journals.openedition.org/culturemusees/3474

Guillory John, Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation, Chicago, University of Chicago Press, 1993.

Heinich Nathalie, La Fabrique du patrimoine. De la cathédrale à la petite cuillère, Paris, Maison des Sciences de l’Homme, 2009.

Jeanneret Yves, Penser la trivialité, Paris, Lavoisier, 2008.

Labbé Mathilde et Martens David (dir.), « Une fabrique collective du patrimoine littéraire (XIXe-XXIe siècles). Les collections de monographies illustrées » dans : Mémoires du livre/Studies in Book Culture, vol. 7, n°1, 2015.

Labbé Mathilde, Héritages baudelairiens (1931-2013), thèse de doctorat s. dir. André Guyaux, Sorbonne Université, 2014.

Poulot Dominique (dir.), Patrimoine et modernité, Paris-Montréal, L’Harmattan, coll. Chemins de la mémoire, 1998.

Poulot Dominique, Une histoire du patrimoine en Occident, XVIIIe-XXIe siècle. Du monument aux valeurs, Paris, PUF, 2006.

Régnier Marie-Clémence (dir.), Ce que le musée fait à la littérature. Muséalisation et exposition du littéraire, dans : Interférences littéraires/Literaire interferenties, n°16, 2015.

Régnier Marie-Clémence, Vies encloses, demeures écloses. Le grand écrivain français en sa maison-musée (1879-1937), thèse en lettres modernes s. dir. Françoise Mélonio et Florence Naugrette, Sorbonne Université, 2017.

Saurier Delphine, La Fabrique des illustres. Proust, Curie, Joliot et lieux de mémoire, Paris, Éditions Non Standard, 2013.

Scibiorska Marcela, Les Albums de la Pléiade. Histoire et analyse discursive d’une collection patrimoniale, thèse en littérature et en langue française, s. dir. David Martens et Dominique Maingueneau, KU Leuven et Sorbonne Université, 2018.

Thiesse Anne-MarieLa fabrique de l’écrivain national. Entre littérature et politique, Gallimard, 2019.

 

Les résumés comporteront : un titre, 5 mots clés, 5 références bibliographiques (mobilisées dans le projet d’article), les noms, adresse électronique, qualité et rattachement institutionnel (Université, laboratoire) de leur auteur.e. ainsi qu’une courte biographie et 3 références bibliographiques (pour chaque auteur.e). Ils détailleront l’ancrage disciplinaire ou interdisciplinaire de la recherche, la problématique, le terrain ou le corpus, la méthodologie employée, le cas échéant, une première projection sur les résultats.

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Calendrier :

15 mai 2020 : Diffusion de l’appel à propositions d’articles

1er octobre 2020 : Réception des propositions d’articles

15 octobre 2020 : Retour aux contributeurs (acceptation ou refus de la proposition d’article)

5 janvier 2021 : Réception des articles complets

Janvier – février 2021 : Expertise des articles en double aveugle

1er mars 2021 : Retour aux auteurs suite aux expertises

30 avril 2021 : Réception des versions définitives des articles

1er Décembre 2021 : Publication du numéro

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Envoi des propositions d’articles à :

Marcela Scibiorska : marcela.scibiorska@uclouvain.be

Mathilde Labbé : mathilde.labbe@univ-nantes.fr

David Martens : david.martens@kuleuven.be

Copie à :

Dominique Poulot, directeur de rédaction : culturedominique@gmail.com

Et : Culture.Musees@gmail.com

Culture & Musées est une revue scientifique de recherche à comité de lecture qui pratique l’évaluation en double-aveugle. Elle édite des travaux de recherche inédits sur les publics, les institutions et les médiations de la culture. Elle s’adresse aux chercheurs et étudiants de ces domaines ainsi qu’aux professionnels œuvrant dans le champ des musées et des patrimoines.

La revue est co-portée par Avignon Université et UGA Éditions. Elle est publiée avec les soutiens de la Direction générale des patrimoines – département de la politique des publics, Ministère de la Culture et de la Communication et de la Région Provence-Alpes-Côte d’Azur. Culture & Musées a obtenu le soutien de l’Institut des Sciences Humaines et Sociales du CNRS pour les années 2018 – 2020.

Depuis 2010, elle est indexée à l’INIST et sur les bases Arts and Humanities Citation Index et Current Contents/Arts and Humanities (Thomson Reuters). Elle est également référencée par l’HCERES dans la section 71ème du CNU (Sciences de l’information et de  la communication).

CFP: colloque “Patrimoine culturel : nouveaux risques, nouvelles réponses”, Paris, 12-13 novembre 2020

Appel à communications

 

« Patrimoine culturel : nouveaux risques, nouvelles réponses »

12-13 novembre 2020

(Paris, Institut national du patrimoine, amphithéâtre Colbert)

 

Colloque de la direction générale des Patrimoines du ministère de la Culture,

en partenariat avec l’Institut national du Patrimoine et le CNRS

 

La manifestation portera sur les « nouveaux » risques pesant sur le patrimoine, entendu au sens le plus large, incluant ses dimensions matérielle, immatérielle, numérique et naturelle. Elle portera sur les risques, qui sont apparus, ou se sont renforcés depuis le début du siècle, résultant de catastrophes naturelles ou de facteurs anthropiques − intentionnels ou non −, sur leur accélération, leur accumulation, leur convergence, ainsi que sur les réponses apportées aujourd’hui par la communauté des professionnels et, plus largement, par l’ensemble des acteurs du patrimoine culturel.

Le thème promeut une approche holistique de la conservation du patrimoine. Il souhaite mettre en avant le réseau interdisciplinaire de connaissances et de compétences, issues à la fois de la pratique sur le terrain et de la recherche (en sciences expérimentales, en sciences humaines et sociales et en science du numérique), ainsi que les actions et les politiques conçues pour apporter des solutions et assurer, face à ces nouveaux risques, la sauvegarde et la transmission d’un patrimoine accessible à tous.

 

Objectifs

• Proposer un état de la réflexion (contexte, enjeux, état des actions et de la recherche) sur chacun de ces sujets ;

• Partager des expériences récentes, présenter des actions mises en œuvre sur le terrain ;

• Dessiner des pistes pour l’avenir.

 

Public

En priorité des acteurs du patrimoine (de tous types, y compris des élus, des ONG, des associations) et des chercheurs.

 

Problématiques

 

Les risques liés au facteur climatique

La pollution croissante et le changement climatique qui lui est lié mettent le patrimoine en grand danger, au point que certains pays, comme l’Irlande, ont élaboré des plans de sauvegarde spécifiques, que des organisations internationales telles que l’UNESCO, des ONG comme l’ICCROM, l’ICOM et l’ICOMOS, et des dispositifs européens tels que l’Initiative de programmation conjointe de la recherche sur le patrimoine (JPI-CH), en ont fait des thèmes prioritaires de leur action et de leurs recommandations. L’impact du climat sur le patrimoine est en outre envisagé comme thème du prochain Forum des ministres européens de la Culture. Si les sites archéologiques et les monuments sont les plus visiblement atteints, les fonds d’archives et de bibliothèques et les collections des institutions muséales, ainsi que les expressions du patrimoine immatériel sont tout aussi vulnérables. Montée des eaux (patrimoine des régions littorales), phénomènes climatiques de plus en plus violents et répétés (Archives territoriales de Saint-Martin), variations extrêmes ou rapides des températures, sécheresses, incendies, inondations, ont un impact croissant.

De nouvelles techniques de monitoring permettent de suivre plus finement les dégradations et d’anticiper les interventions. Des techniques de restauration peuvent réparer et prévenir certains risques, de nouveaux modes d’action sont imaginés, de nouvelles pratiques instaurées. Les propositions exploreront les moyens novateurs et durables de mieux comprendre l’impact du changement climatique sur le patrimoine, de mieux en protéger les éléments matériels, mais aussi les communautés détentrices d’un savoir traditionnel, d’adapter les territoires culturels à ces risques.

Enfin, l’étude approfondie des phénomènes de dégradation des matériaux sous l’effet de la pollution et du climat (recherche sur les phénomènes de mouillage et de répulsion, par exemple), l’élaboration de dispositifs de prévention et d’intervention peuvent être utiles bien au-delà du seul champ patrimonial.

Les porteurs de programmes de recherche des universités et du CNRS, menés ces dernières années, souvent en concertation avec des acteurs du patrimoine culturel, pourront présenter à cette occasion les acquis récents de leurs études (LabEx COTE, programme LITAQ, Adapt’eau, programme Changements environnementaux planétaires et Sociétés,…).

 

Les risques inhérents aux nouveaux patrimoines

Le patrimoine du XXe siècle est parfois constitué de matériaux dont la pérennité est problématique. Dans le domaine de l’architecture, certains matériaux ne peuvent être restaurés, voire sont dangereux, comme l’amiante. D’autres ne répondent plus aux normes actuelles, notamment en matière de sécurité et de développement durable.

On associe souvent le numérique, qui a déterminé l’émergence d’un nouveau champ patrimonial, aux progrès fantastiques qu’il permet, en termes d’accès à l’information à tous et de partout, de puissance de calculs, d’intelligence artificielle… On sait un peu moins qu’il constitue également un risque important, qu’il s’agisse des conséquences écologiques sur le réchauffement climatique, des risques de cyberattaque pouvant déstabiliser des États entiers, des enjeux de souveraineté numérique ou encore de désinformation facilitée par le numérique (facilité de falsification, propagation via les réseaux de fausses nouvelles).

Un autre risque structurant réside tout simplement dans la très grande difficulté à conserver et à rendre accessibles les données numériques dans le temps. C’est la préoccupation essentielle actuelle des services d’archives, qui désormais ont à conserver des données et documents nativement numériques.

 

Les risques liés à la fréquentation

L’hyper-fréquentation engendrée par le tourisme de masse met en danger le patrimoine (Louvre, Versailles) et les professionnels sont pris entre deux injonctions contradictoires : assurer la bonne conservation des biens dont ils ont la responsabilité et développer la fréquentation pour accroître les ressources propres de leur établissement.

Face à ce phénomène, des mesures préventives peuvent être prises telles que des aménagements permettant de concilier accueil du public et protection (Pont-du-Gard, Mont-Saint-Michel). Les fac-similés (Lascaux, grotte Chauvet) et le développement de visites virtuelles peuvent être des solutions.

À l’inverse, certains sites et monuments souffrent d’une sous-fréquentation qui peut être préjudiciable à leur conservation.

De nouvelles pistes sont explorées pour développer un tourisme soutenable, mieux réparti dans le temps et dans l’espace, sur l’ensemble du territoire, orienté vers un patrimoine moins couru ou plus discret (patrimoine industriel, patrimoine architectural du XXe siècle, patrimoine des jardins, patrimoine culturel immatériel), contribuant à l’attractivité, à la revitalisation de sites et de zones peu fréquentés, notamment en secteur rural ou périurbain.

 

Les risques liés au terrorisme culturel

L’actualité offre des exemples de plus en plus nombreux d’atteintes et de destructions volontaires de type politique et idéologique (cimetières juifs en Alsace). Autrefois effets collatéraux de combats, comme lors de la première guerre mondiale (cf In Situ, 2014, n°23), les atteintes au patrimoine sont de plus en plus délibérées, ciblées, mises en scène de la manière la plus spectaculaire (site de Palmyre), et mondialement relayées par les réseaux sociaux. Dans certaines zones du globe comme le Moyen-Orient ou l’Afrique, le patrimoine matériel et immatériel est spécifiquement visé pour sa symbolique, sa valeur historique et culturelle.

Les propositions pourront explorer les actions préventives, telles que les méthodes et techniques de marquage non invasifs ou destructifs pour la matière et la nature des objets ou les actions d’identification et de description des biens matériels et des pratiques immatérielles, en particulier dans les zones exposées. La réalisation de plus en plus systématique de maquettes virtuelles des sites en danger, les enquêtes ethnologiques sur les pratiques sociales et les savoir-faire en voie d’éradication, peuvent apporter une réponse partielle et constituer de précieux réservoirs de données mobilisables pour de futures restaurations et revitalisations.

Des règlements et des instruments juridiques sont mis en place pour criminaliser les infractions et sanctionner les contrevenants, mais des initiatives sont nécessaires au stade de la prévention, afin de protéger les biens culturels contre les victimes du commerce illicite, phénomène qui n’est pas nouveau, mais qui a connu une expansion spectaculaire ces dernières années, en particulier dans les régions touchées par des conflits armés et des catastrophes naturelles. Au-delà de son aspect symbolique, le pillage des biens patrimoniaux est ainsi utilisé à des fins de financement de factions terroristes, alimentant et renforçant ainsi le trafic illicite des objets et des œuvres (pillage du musée de Mossoul).

 

Les risques liés aux pandémies

Le Covid-19 a mis en évidence les failles et les fragilités des dispositifs aux différents niveaux de décision et d’action. En période de pandémie, institutions et sites patrimoniaux, désertés par les visiteurs, sont privés de revenus et ont des difficultés à assurer la sécurité de leurs biens tout en garantissant celle de leur personnel. L’arrêt des opérations d’entretien et des chantiers de restauration peut faire courir des risques aux œuvres et aux objets patrimoniaux. Par ailleurs, on ne mesure pas encore les effets de la pandémie sur le tourisme culturel, dont les évolutions contraindront à revoir bien des politiques. Enfin, les métiers du patrimoine, en particulier ceux du secteur privé, tels les guides conférenciers, privés de public, ou les restaurateurs, dont les structures sont souvent fragiles, sont menacés dans leur existence du fait de l’arrêt ou du fort ralentissement de l’activité, avec toutes les conséquences, à moyen et long terme, en perte de compétences et de savoir-faire. Plus généralement, de nouveaux modes de prévention et d’action devront être imaginés pour faire face à de tels événements.

 

Chacune de ces questions sera présentée et analysée dans toute sa complexité. Il s’agira d’identifier les défis auxquels les acteurs du patrimoine sont confrontés, les réponses que l’on peut apporter, les actions à envisager, les études et recherches à diligenter, les besoins en formation, en actions de sensibilisation et d’éducation.

 

Les études de cas seront bienvenues. Notamment celles montrant comment les différents acteurs peuvent intervenir, qu’ils soient ou non des professionnels. Par exemple comment, dans ces situations d’urgence, les communautés concernées par la sauvegarde d’un patrimoine culturel menacé peuvent être mobilisées et comment cette mobilisation peut être un outil puissant de préservation, de résilience et de rétablissement.

 

….

Axes thématiques du colloque

1/ Évaluation, anticipation, adaptation

2/ Actions (plan d’urgence, action post-conflit, formations, rôle des communautés, etc.)

3/ Résilience, mémoire, bonne gouvernance

 

Calendrier

Les propositions de communication doivent être envoyées avant le 30 mai 2020.

Elles se présenteront sous la forme d’un texte de 1000/1500 signes.

 

Contact

Les propositions devront être envoyées par courriel à Béatrice Berchon : beatrice.berchon@culture.gouv.fr

 

 

CFP: Provenance globale. Revisiter les patrimoines accaparés à l’aune de collaborations inclusives ?

Provenance globale. Revisiter les patrimoines accaparés à l’aune de collaborations inclusives ?

Cette conférence internationale se tiendra les 28-29 janvier 2021, au Palais de Rumine à Lausanne (Suisse), dans le cadre de la programmation scientifique de l’exposition « Exotic ? Regarder l’ailleurs en Suisse au siècle des Lumières ». Organisée en partenariat par l’Université de Berne, le Musée d’ethnographie de Genève, le Musée d’ethnographie de Neuchâtel et le Palais de Rumine (Lausanne), cette conférence propose de revisiter les patrimoines accaparés, quelques soient leurs natures (sciences humaines et naturelles), à l’aune de collaborations inclusives, en Suisse et ailleurs dans le monde.

Vous pouvez télécharger les appels à participation (français/anglais) à l’adresse suivante
http://theexotic.ch/?p=2012